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Foram consumidos até março mais medicamentos que no período homólogo

O Infarmed garantiu hoje que no primeiro trimestre do ano foram consumidas mais 235 mil embalagens de medicamentos do que em igual período no ano passado, num comunicado emitido a propósito de notícias relativas à acessibilidade dos remédios.

medicamentos

"Nos últimos dois anos o preço médio do medicamento baixou cerca de 14% e em 2012 foram consumidas mais de 5 milhões de embalagens", aponta no texto o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde).

Para aquela entidade, "estes dados são objetivos e representam a realidade da acessibilidade ao medicamento no mercado nacional".    

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou, no sábado passado, que é "totalmente inaceitável" se existirem faltas de medicamentos nas farmácias devido ao seu baixo custo e garantiu que o Governo estará atento a esta situação. 

Questionado sobre uma notícia do semanário Expresso que afirma que há falta de medicamentos nas farmácias, porque dão pouco lucro a quem os produz e vende, Paulo Macedo afirmou que, a verificar-se, tal é "totalmente inaceitável".

"É totalmente lamentável se isso acontece", reforçou o ministro da Saúde, acrescentando que as próprias entidades que produzem e vendem os medicamentos "dizem sempre que o seu primeiro propósito é o de servir o doente", logo, "nunca pode ser o fator preço a estar em primeiro lugar". 

No âmbito da monitorização da acessibilidade ao medicamento, o Infarmed sublinhou hoje que realizou "diversas iniciativas tendo em vista a mitigação das dificuldades encontradas", recorrendo a ações inspetivas e recolha de informação junto dos intervenientes no circuito de medicamento. 

"Das inspeções realizadas, foi possível apurar a prática de exportação ilegal praticada por distribuidores, que deixaram de abastecer o mercado nacional sem garantir o abastecimento do mercado nacional, e por farmácias, através do exercício de atividade de distribuição, prática ilegal para estes agentes", nota a entidade.  

Desde 2011, é ainda referido, foram já instaurados cerca de 80 processos de contraordenação social, cujo valor total das coimas ultrapassa os 600 mil euros. 

No sentido de garantir que "aquilo que é abastecido no mercado nacional corresponde às necessidades dos utentes", o Infarmed colocou em cima da mesa um sistema de notificações que "obriga fabricantes e distribuidores a comunicar as quantidades de medicamentos que colocam no circuito de distribuição e farmácia", entre outras medidas. 

No sábado, Paulo Macedo referiu também que, se necessário, vai pedir ao Infarmed para que recorra à importação de medicamentos, designadamente os previstos no formulário hospitalar, ou o laboratório militar pode produzir algumas substâncias, ainda que sempre em termos residuais.  

O governante não excluiu ainda o recurso às empresas portuguesas que fabricam medicamentos. 

"É uma matéria a que estamos extremamente atentos e não é pelo reduzido preço dos medicamentos que há o direito de serem retirados aos doentes", disse Paulo Macedo. 

Apesar destas cautelas, o governante disse que o Infarmed faz constantemente a monitorização das faltas de medicamentos em todo o país e que até agora "os mais importantes não têm estado nunca em falta". 

Fonte: Lusa

A saúde é claramente um sector privilegiado, em termos de emprego, diz Ministro

Paulo Macedo, Ministro da Saúde

Macedo: “O principal da saúde é que o Serviço Nacional de Saúde está a responder aos portugueses"
Foto: Daniel Rocha

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, considerou nesta terça-feira que, “em termos de emprego, a saúde é claramente um sector privilegiado”, admitindo que, relativamente aos médicos, em diversos sectores, há ainda “uma necessidade bastante forte”.

Em declarações aos jornalistas, no final da cerimónia de entrega dos prémios de investigação do Centro Hospitalar do Porto, Paulo Macedo considerou que, “em termos de emprego, a saúde é claramente um sector privilegiado”, explicando que isto acontece “pelo nível de diferenciação dos seus profissionais e também pelas necessidades que os portugueses têm”.

“Em termos médicos, o que nós temos é claramente ainda uma necessidade em diversos sectores bastante forte, designadamente nos médicos de família”, avançou, explicando que, apesar do acordo feito para passar a ter mais horas médicas para prestar assistência, é ainda preciso “contratar bastantes mais médicos de medicina geral e familiar”, assim como “em várias outras especialidades”.

Relativamente à questão que lhe tinha sido feita pelos jornalistas – sobre como via os sinais na saúde, em termos de greves ou falta de médicos em alguns serviços – o ministro da tutela considerou que “os sinais têm que ser vistos sempre num conjunto”, dando o exemplo de, em três meses, terem sido abertos três hospitais.

“O principal da saúde é que o Serviço Nacional de Saúde está a responder aos portugueses, está a responder às suas necessidades”, garantiu.

Questionado sobre o Centro de Reabilitação do Norte – o deputado do PSD e candidato à Câmara de Gaia, Carlos Abreu Amorim, disse hoje ter apresentado na Assembleia da República um projecto de resolução para pôr a funcionar este equipamento – Paulo Macedo manteve o que já havia anunciado, ou seja, que “o Centro de Reabilitação de Gaia abrirá no segundo semestre”.

“Muito em breve, nas próximas semanas, esperamos definir qual é o modelo. A ARS Norte já estudou, já vai apresentar a proposta final e, portanto, sobre isso mantemos o que dissemos, que é a abertura do Centro de Reabilitação até ao final do ano”, garantiu.

Interrogado sobre a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte poder entrar em ruptura em Junho, devido a questões orçamentais, o ministro da Saúde garantiu que a tutela não tem conhecimento de qualquer ruptura.

“A ARS Norte não nos informou e há uma coisa que nós devíamos já ter aprendido que é que, por muitas dificuldades, não haverá rupturas, não houve e não haverá e é por isso que o país gasta cerca de oito mil milhões de euros com o seu Serviço Nacional de Saúde. Esses oito mil milhões de euros têm de ser suficientes para assegurar o essencial para os portugueses”, disse.

Fonte: Público

Antidepressivos: Vendas em 2012 atingiram os 86 milhões de euros no país

medicamentosOs portugueses compraram, em média, 20.500 embalagens de antidepressivos por dia, o equivalente a 7,5 milhões de embalagens por ano.

Em 2012, as vendas de antidepressivos em Portugal totalizaram 86 milhões de euros. Segundo dados fornecidos pela consultora IMS Health, no ano passado os portugueses compraram em média 20.500 embalagens de antidepressivos por dia, que corresponderam a 7,5 milhões de caixas de fármacos durante o ano todo. Em relação a 2011, registou-se um aumento da venda de antidepressivos e estabilizadores de humor na ordem dos 7,7%.

A seguir ao mercado dos medicamentos para tratar o cancro, o dos antidepressivos é dos mais rentáveis para a Indústria Farmacêutica.

O novo Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais, que está a causar polémica, com os psiquiatras a questionarem a sua base científica, pode tornar o mercado ainda mais rentável, uma vez que alarga o leque de sintomas que se podem diagnosticar como doença mental.

O novo documento estabelece, por exemplo, como tendo uma patologia psiquiátrica crianças que fazem três birras semanais, ou adultos que comem em excesso pelo menos uma vez por semana.

«As dificuldades económicas ou a perda de emprego são motivos para deixar as pessoas mais tristes. O aumento de estados depressivos é inevitável. Há casos em que os doentes não conseguem ultrapassar uma depressão apenas com ajuda da psicológica, necessitando de complementar a terapêutica com medicamentos. Os médicos, quando o quadro se justifica, têm de prescrever fármacos», explicou ao “Correio da Manhã” o psicólogo José Carlos Garrucho, que considera que as novas patologias psiquiátricas (de acordo com o novo manual de doenças mentais) poderão aumentar a prescrição de antidepressivos.

As doenças mentais e neurológicas afetam 2,4 milhões de portugueses e cerca de 700 milhões de pessoas no mundo.

Fonte: NetFarma

Ministro: Gastos com medicamentos caíram 40 ME no primeiro trimestre de 2013

Paulo Macedo, Ministro da SaúdeOs gastos dos portugueses com medicamentos caíram 40 milhões de euros no primeiro trimestre de 2013, apesar de naquele período terem sido adquiridas mais 200 mil embalagens, disse hoje em Fátima o ministro da Saúde.

Intervindo na sessão de abertura do XXV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, Paulo Macedo reafirmou a aposta do Governo na "redução concreta" do preço dos medicamentos - que, disse, caiu 20% nos últimos dois anos - e uma «melhoria no seu acesso».

«O ano passado os portugueses gastaram menos 190 milhões de euros com medicamentos, comprando mais cinco milhões de embalagens. Continua a ser assim neste primeiro trimestre em que os portugueses gastaram cerca de menos 40 milhões de euros em medicamentos, comprando mais 200 mil embalagens», afirmou Paulo Macedo, citado pela "Lusa".

O governante manteve que a opção do Governo, nomeadamente em tempos de crise é ter medicamentos «mais baratos» e «mais acessíveis», aludindo à redução média de 20% do preço em dois anos «para toda a população portuguesa».

O XXV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, subordinado ao tema "A Arte de Cuidar", reúne cerca de 400 participantes ligados aos cuidados de saúde e decorre até sexta-feira no Centro Paulo VI.

Fonte: NetFarma

Abraço denuncia dificuldade no acesso a medicamentos para VIH/sida

Associação diz que dispensa de fármacos para apenas um mês, na sequência de um despacho de Fevereiro, está a levar muitos doentes a abandonar os tratamentos.

Desde que um despacho determinou, como regra geral, que os doentes com VIH/sida não possam receber medicamentos para mais do que um mês de tratamento que há muitos pedidos de ajuda que têm chegado à associação Abraço, devido à dificuldade de deslocação aos hospitais.

Segundo explicou à TSF a presidente da Abraço, Margarida Martins, a associação já está a ajudar neste momento cerca de 200 doentes que vivem longe dos hospitais que distribuem gratuitamente os medicamentos. Margarida Martins disse que estão a tentar fazer chegar pelo correio os medicamentos a estes doentes, mas alerta que o principal problema está nas zonas onde não existem representações da Abraço e onde as pessoas estão a interromper a toma dos medicamentos antirretrovirais – o que pode conduzir a um agravamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana.

A Abraço dá como exemplo um doente que vive no Algarve, a 60 quilómetros do Hospital de Faro e sem capacidade monetária para fazer a deslocação. Desde Fevereiro que um despacho determinou que as unidades hospitalares só podem dispensar no caso do VIH/sida, como está a acontecer para outras patologias crónicas como as doenças oncológicas, medicamentos para um mês, salvo algumas excepções. O objectivo é evitar desperdícios e controlar melhor os doentes, mas a Abraço diz que a dificuldade de deslocação faz com que doentes como o do Algarve estejam a interromper a terapêutica.

Alternativas em estudo
Em reacção aos relatos da Abraço, o coordenador do programa nacional para a infecção VIH/sida, também à TSF, reconheceu estar preocupado e disse que é preciso acompanhar as mudanças para perceber o que se está a passar e reavaliar as medidas. Segundo António Diniz, a solução pode passar pelo envio de medicamentos pelo correio ou por distribuir doses que cheguem para mais tempo.

O Despacho n.º 2175/2013, de 30 de Janeiro, considera que “a terapêutica antirretrovírica é um elemento fulcral para assegurar o controlo da doença e para a melhoria do prognóstico e da qualidade de vida do doente” pelo que a adesão à mesma “constitui um factor crítico para o sucesso dessa terapêutica”, devendo, assim “ser eliminados ou minimizados todos os factores que a possam perturbar, dificultar ou impedir”.

Com este argumento, o despacho determina que os medicamentos sejam dispensados “para um período de 30 dias, salvo indicação clínica em contrário, garantindo, assim, um seguimento adequado da resposta ao tratamento e impedindo o recurso a consultas médicas desnecessárias ou a deslocações clinicamente injustificadas às instituições hospitalares”. O problema é que antes muitas instituições dispensavam medicamentos para meio ano, pelo que os doentes se vêem agora obrigados a mais viagens.

Ainda assim, o documento prevê que os hospitais possam fornecer doses para tratamentos superiores a 30 dias, nomeadamente quando a distância geográfica é um problema. Para isso o doente precisa de fazer um pedido expresso e fundamentado e receber, depois, um parecer positivo do médico.

De acordo com os últimos números das Nações Unidas, há 33 milhões de pessoas infectadas por VIH/sida em todo o mundo. Em Portugal, os últimos dados apontam para que sejam cerca de 42 mil.

Fonte: Público

OMS diz que novo coronavírus pode ser transmissível entre humanos

Um homem contraiu o vírus após ter partilhado um quarto de hospital com outra pessoa já infectada. Desde 2012 foram confirmados 33 casos de pessoas infectadas com este novo vírus.

novo coronavírus

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acredita que o novo coronavírus, um vírus parecido com um outro que causa problemas respiratórios graves, pode ser transmitido entre humanos caso haja um contacto próximo com uma pessoa infectada.

Esta possibilidade ganhou força depois de o ministro francês da Saúde ter confirmado que um homem de 50 anos contraiu o vírus após ter partilhado o quarto de hospital no norte da França com outro homem, de 65 anos, a quem foi diagnosticada a doença depois de ter regressado de uma viagem aos Emirados Árabes Unidos. Os dois estão agora a ser tratados em quartos isolados.

Também neste domingo, o ministro da Saúde da Arábia Saudita anunciou a morte de mais duas pessoas naquele país devido a este vírus. Segundo a mais recente actualização da OMS sobre o número de pessoas infectadas, feita na quinta-feira, desde 2012 foram confirmados 33 casos na Europa e no Médio Oriente. Destas 33 pessoas, 18 morreram.

O novo coronavírus, identificado pela primeira vez em Setembro de 2012 após a morte de um doente em Junho, causa pneumonia e provoca uma falência renal rápida, e pode ser contraído tanto por pessoas como por animais. Os primeiros casos foram detectados na Arábia Saudita e na Jordânia, chegando depois à Alemanha, Reino Unido e França.

A OMS está agora preocupada com a capacidade de transmissão deste coronavírus, tendo em conta os novos casos. “A maior preocupação…é que os diferentes casos observados em vários países dão força à hipótese de que este novo coronavírus seja transmitido de pessoa para pessoa se houver contacto próximo”, disse a OMS neste domingo, numa declaração citada pela BBC.

“Este padrão de transmissão de pessoa para pessoa tem estado limitado a alguns grupos e, até agora, não há sinais que sugiram que o vírus tem a capacidade de sustentar uma transmissão generalizada nas comunidades”, acrescenta a OMS.

O coronavírus é da mesma família viral que protagonizou o surto de síndrome respiratória aguda grave (SARS, na sigla em inglês) que em 2003 matou quase 800 pessoas, sobretudo na Ásia.

Os sintomas desta pneumonia atípica são febre, tosse, dificuldade de respirar e falta de ar. Os primeiros sintomas aparecem dez dias depois de se contrair a doença, de acordo com o que se sabe. Os pacientes são na sua maioria homens com idades entre os 24 e os 94 anos.

O novo coronavírus está mais próximo de um coronavírus encontrado nos morcegos, que são, para já, uma potencial fonte primária do novo surto – pelo que se tem aconselhado precaução no contacto com animais.

Fonte: Público

Banco de Medicamentos doou perto de 80 mil fármacos a idosos em seis meses

Os dados avançados à agência Lusa referem que 29 empresas farmacêuticas já aderiram ao Banco de Medicamentos e que estão certificadas cerca de 70 instituições, para receber os fármacos e os distribuir por idosos carenciados.

Após seis meses de funcionamento, o Ministério da Solidariedade e Segurança Social fez um balanço "francamente positivo" da iniciativa, que continua a desenvolver-se em "colaboração estreita" com as instituições de solidariedade social, a indústria farmacêutica e a autoridade nacional do medicamento (Infarmed).

Tutela manda averiguar prática «não salutar» de cartões de desconto em fármacos

Paulo Macedo, Ministro da SaúdeO ministro da Saúde, Paulo Macedo, considera que a entrega de cartões de descontos, efectuada por médicos aos seus doentes, para que estes possam comprar medicamentos caros a preços mais baixos nas farmácias, configura uma prática comercial que “não é salutar” e já pediu à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) para avaliar a situação.

Questionado sobre a notícia avançada nesta sexta-feira pelo PÚBLICO, Paulo Macedo disse que se trata de uma prática “alheia” ao Ministério da Saúde. “É uma prática comercial que não deve ser exercida pelo profissional de saúde que está a prestar apoio ao doente”, defendeu o ministro, citado pela agência Lusa. O presidente do Infarmed já está a averiguar a situação, acrescentou.

A estratégia é recente e o objectivo é tornar mais acessíveis fármacos de receita médica obrigatória, sem baixar os valores de venda ao público em Portugal, o que teria reflexos nos preços a nível internacional e estimularia a chamada exportação paralela.

sanofi pasteurUma campanha deste género, lançada pela empresa farmacêutica que comercializa uma das vacinas contra o papilomavírus humano disponíveis em Portugal, a Sanofi Pasteur, foi nesta semana posta em causa no fórum do Facebook da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiares. No fórum, há uma médica que questiona a campanha que "oferece 25 euros de desconto na farmácia a quem apresentar cartão (entregue pelo médico de família) junto com a receita". Cada dose (e são necessárias três) desta vacina custa 119 euros.

"Na minha opinião, as USF não são hipermercados onde se distribuem cartões de desconto", defende a médica, que diz que há "utentes a recorrer à unidade para pedir o cartão de desconto... Disseram-lhes na farmácia para ir ter com o médico de família, que este lhe daria o cartão dos 25 euros". Um médico lembra que se passa o mesmo com um medicamento antidepressivo comercializado por outro laboratório. "Os psiquiatras também têm cartões da AstraZeneca para dar aos doentes crónicos, que lhes conferem desconto na farmácia", sublinha.

Contactada pelo PÚBLICO, a Sanofi Pasteur esclareceu que disponibiliza, desde o final do ano passado, cartões de desconto aos médicos porque a vacina tem de ser tomada em três doses e, assim, fica a 95 euros cada (em vez de 119). "Através do cartão, o desconto que a farmácia faz ao doente é reembolsado", afirmou um responsável do laboratório, notando que não "há qualquer contrapartida para o médico ou para a farmácia, mas apenas para os doentes". astrazenecaJá a AstraZeneca explicou, por escrito, que desde Dezembro de 2012 tem em curso um programa que "facilita o acesso ao medicamento de doentes com patologias crónicas, especificamente a esquizofrenia, a perturbação bipolar e a perturbação depressiva major, quando prescrito pelo seu médico psiquiatra". O programa Ser+ consiste em descontos efectuados nas farmácias que variam "entre 6,47€ no regime geral [de comparticipação] e 3,46€ no regime especial.

José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos MédicosPara o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, que desconhecia este tipo de campanhas, a questão deve, em primeiro lugar, ser avaliada pelo Conselho de Ética e Deontologia da instituição. "Fere a sensibilidade que o médico seja o veículo [do desconto]", considera o bastonário, que acredita, porém, que a situação poderá "não levantar questões éticas" porque "quem beneficia é o doente, não o médico". Além disso, nota, "o médico tem a obrigação deontológica de levar em conta o factor custo quando prescreve o medicamento".

Já Miguel Oliveira e Silva, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, não tem dúvidas. "Não sei se esta prática é legal, mas ética não é com certeza", sentencia. "Esta é uma forma pouco transparente de baixar os preços e que põe em causa a equidade [porque só alguns doentes beneficiam desta redução]. Por que é que [os laboratórios] não diminuem então os preços para toda a gente?", pergunta. 

 

Fonte: Público

INFARMED deteta exportação ilegal de medicamentos em falta nas farmácias nacionais

INFARMEDO INFARMED detetou a existência de exportação ilegal de medicamentos, que estavam em falta nas farmácias portuguesas, revelou, na terça-feira, à “Lusa” a Autoridade do Medicamento.

No âmbito de ações inspetivas, o INFARMED descobriu que alguns medicamentos se encontram rateados no mercado nacional porque são canalizados diretamente por distribuidores por grosso para exportação e que, em alguns casos, os distribuidores se abastecem junto de farmácias, «o que configura um incumprimento legal».

«Foram também detetadas situações de exportação ilegal junto de distribuidores, ou seja, em determinado período não foram satisfeitos pedidos de determinados medicamentos por farmácias, verificando-se, no entanto, registo de movimentos de exportação desses mesmos medicamentos nesse mesmo período», sublinhou o INFARMED.

Perante estas realidades, o INFARMED agiu em conformidade, nomeadamente propondo uma alteração legislativa que garanta o abastecimento do mercado nacional de medicamentos essenciais que estão a ser alvo de exportação ou distribuição para o mercado intracomunitário.

Esta solução prevê a publicação e a manutenção de uma lista de medicamentos essenciais em falta no mercado nacional e a obrigatoriedade dos distribuidores por grosso procederem à notificação da exportação desses medicamentos.

No prazo máximo de três dias, tem que se decidir sobre a imprescindibilidade dos medicamentos por razões de saúde pública, proibindo-se a exportação daqueles que estejam em falta no mercado nacional.

No contexto geral, o INFARMED revelou que entre 2011 e 2013 foram realizadas 230 ações inspetivas às várias entidades envolvidas no circuito do medicamento, devido às dificuldades de acesso a remédios, por se encontrarem esgotados ou rateados.

Especificamente sobre a exportação ilegal, o INFARMED divulgou terem ido realizadas, entre 2011 e 2012, 76 ações inspetivas a farmácias e distribuidores, suspeitos de exercício de exportação sem cumprimento das obrigações de abastecimento do mercado nacional.

«Em 2013, a autoridade do medicamento já realizou diversas diligências nas quais se incluem ações inspetivas», acrescentou.

No entanto, o INFARMED aponta para um decréscimo das notificações de falhas de medicamentos, quer por parte das farmácias, quer dos utentes.

«Verificou-se que as notificações realizadas pelas farmácias, em concreto, decresceram, em média, cerca de 50% desde fevereiro, bem como o número de farmácias que reportam falhas. O reporte de indisponibilidade de medicamentos por parte dos utentes pelo canal especifico para este fim decresceu igualmente».

O INFARMED considera que as ações por si desenvolvidas (sistemas de notificação, inspeções, comunicação através dos media) poderão traduzir-se numa maior atenção para este problema e um maior cuidado no abastecimento do mercado.

Fonte: Netfarma