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Regras mais apertadas para os delegados de informação médica

Cada delegado só poderá visitar, no máximo, oito profissionais de saúde por dia, de preferência fora do seu horário de trabalho.


hospital

A partir de 1 de Agosto, a actividade dos delegados de informação médica vai ficar um pouco mais limitada. As novas regras, publicadas segunda-feira em despacho no Diário da República, prevêem que cada delegado de informação médica possa visitar, no máximo, oito profissionais de saúde por dia, quando o enquadramento legal anterior, de 2004, permitia até dez contactos diários.

Quanto aos laboratórios, cada um pode realizar até seis visitas por ano a cada estabelecimento ou unidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), como já previam as regras de 2004, mas os contactos podem ir até aos oito, no caso de hospitais-empresa (EPE), em situações excepcionais e que dependem de autorização dos respectivos conselhos de administração.

O Ministério da Saúde justifica estas novas normas gerais reguladoras do acesso por parte dos delegados de informação médica aos estabelecimentos e serviços do SNS com a necessidade de “criar as condições necessárias para que actividade não colida, ou de qualquer modo interfira, com a normal actividade dos serviços, nomeadamente no que diz respeito à prestação dos cuidados de saúde”.

O despacho estipula ainda que cada delegado só pode representar um laboratório por visita e que, por dia, cada serviço hospitalar só poderá receber duas visitas, à excepção das outras unidades de saúde, que podem receber três. Preferencialmente, as visitas devem acontecer fora do horário de trabalho dos profissionais de saúde, por exemplo nas pausas para almoço, e em salas próprias para o efeito.

Os delegados de informação médica também não podem permanecer “em zonas de circulação de utentes e de profissionais de saúde, em salas de espera de utentes, em serviços clínicos ou administrativos e em áreas de aprovisionamento”. Caso se detecte incumprimento das regras, os profissionais de saúde poderão ser alvo de procedimentos disciplinares e os laboratórios de interdição de visitas aos serviços do SNS.

Fonte: Público

Governo aprova lista com 17 medicamentos sem receita para venda só nas farmácias

farmácia

O Governo aprovou nesta quarta-feira uma lista com 17 medicamentos, entre os quais o “campeão de venda” ibuprofeno, que só poderão ser vendidos em farmácias, apesar de não serem de prescrição médica obrigatória.

O diploma aprovado cria uma “subcategoria de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) que, atendendo ao seu perfil de segurança ou às suas indicações, apenas podem ser dispensados em farmácias”.

Nesta subcategoria constam 17 MNSRM, como o ibuprofeno (400), para a dor reumática e muscular, dores nas costas, neuralgia, enxaqueca, dor de cabeça, dentes, dismenorreia, febre, sintomas de constipação e gripe.

Constam igualmente o ácido salicílico + fluorouracilo (para verrugas e queratoses solares) e a aminofilina (para broncoespasmo associado à asma, a doença pulmonar e bronquite crónicas, a hipertrofia ventricular esquerda e a insuficiência cardíaca congestiva).

A amorolfina (para casos ligeiros de onicomicoses), o gás medicinal comprimido e o cetoprofeno (para dor reumática e dor muscular) e a cianocobalamina (para prevenção de estados carenciais de vitamina B12) também fazem parte desta lista.

Dos 17 medicamentos consta ainda a hidrocortisona (para dermatite irritante, dermatite de contacto alérgica, reacções a mordidas de insectos e eczema) e a lidocaína + prilocaína (anestesia tópica).

O paracetamol + codeína + buclizina (enxaquecas, incluindo crises de cefaleias, náuseas e vómitos) e a teofilina (no alívio e prevenção de sintomas da asma e do broncoespasmo) também estão nesta lista.

O Governo justifica a criação desta subcategoria de medicamentos com “a evolução do Sistema Europeu de Avaliação de Medicamentos, que aconselha a introdução desta nova categoria”.

Esta medida é aplaudida pela Ordem dos Farmacêuticos, que defende “há muito” a consagração legal da chamada “terceira lista” de MNSRM.

“O conjunto de medicamentos disponíveis em Portugal fora das farmácias tem vindo a alargar-se muito significativamente e inclui fármacos de uso prolongado ou que contêm substâncias activas que, pela sua natureza, perfil de segurança ou pelas suas indicações terapêuticas, exigem aconselhamento e acompanhamento farmacêutico”, lê-se num comunicado deste organismo.

A Ordem concorda com o projecto – do qual teve conhecimento através do secretário de Estado da Saúde que o submeteu à apreciação deste organismo – e lembra que “entre os 12 Estados-membros (do total de 27) em que os MNSRM estão disponíveis fora das farmácias, somente em Portugal, Itália, Bulgária e Roménia ainda não está instituída uma terceira lista”.

Fonte: Público

SNS poupa um milhão de euros na compra de contraceptivos por leilão electrónico

É a primeira vez que o sector da Saúde recorre a este mecanismo de compra.

contraceptivos

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) anunciaram nesta sexta-feira uma poupança de um milhão de euros na compra de contracetivos através de dois leilões electrónicos que aconteceram pela primeira vez nesta área.

Em comunicado, os SPMS revelaram que os contraceptivos adquiridos destinam-se ao cumprimento do Plano Nacional de Saúde Reprodutiva.

Nestes leilões participaram dez fornecedores que, desta forma, assistiram às ofertas dos concorrentes e “usufruíram da possibilidade de saber a sua classificação de forma automática, em tempo real, podendo desta forma melhorar o seu posicionamento através da apresentação de nova licitação”.

Nos contraceptivos orais, as poupanças alcançadas foram superiores a 40%, enquanto nos dispositivos uterinos se registaram reduções de preço de cerca de 20%.

Fonte: Lusa

Patente do Viagra expira em 14 países da Europa e porta abre-se aos genéricos

Patente do Viagra expira em 14 países da Europa e porta abre-se aos genéricos

Viagra, Pfizer

A patente do famoso e inovador comprimido azul para a disfunção eréctil, o Viagra, termina já neste sábado em 13 países europeus e no domingo na Grécia, mas em Portugal a protecção só acaba em Janeiro de 2014. A partir do momento em que a patente termina qualquer laboratório da indústria farmacêutica que esteja interessado pode dar início ao processo para poder comercializar uma versão genérica do fármaco da Pfizer, cuja substância activa é o sildenafil.

Uma patente é um conjunto exclusivo de direitos atribuídos a um inventor durante um período de tempo limitado em troca da disponibilização pública de um novo produto. No caso da indústria farmacêutica, isto permite que seja apenas a empresa que desenvolveu o fármaco a vendê-lo para que, durante um determinado período, recupere o investimento e tenha algum lucro.

No entanto, depois de a patente expirar, podem ser produzidas legalmente versões genéricas dos fármacos. É o que já acontece na Finlândia, onde já existem medicamentos de “marca branca” do fármaco sintetizado pela primeira vez pela Pfizer, patenteado em 1996.

Agora, no sábado, é a vez de a protecção terminar na Áustria, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido, segundo confirmou ao PÚBLICO a Pfizer. Na Grécia termina no domingo. A farmacêutica adiantou ainda que em Portugal e na Noruega a patente só expira em 2014. No caso português, a protecção está garantida pelo Tribunal do Comércio e pelo Tribunal da Relação, e a disparidade nos prazos deve-se às diferenças nas datas de patenteamento em relação aos outros países.

A entrada no mercado de medicamentos genéricos com o mesmo princípio activo permitirá baixar significativamente o valor de venda destes comprimidos. Em Portugal, o Viagra está disponível em quatro apresentações diferentes: uma embalagem de 100 miligramas com quatro comprimidos (43,73 euros), uma de 50 miligramas com oito comprimidos (64,83 euros), uma de 50 miligramas com quatro comprimidos (36,57 euros) e uma de 25 miligramas com quatro comprimidos (31,16 euros) – o que significa que o preço do comprimido mais barato é de quase oito euros.

Batalha legal
Em Portugal, alguns laboratórios chegaram a conseguir junto da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) autorizações de introdução no mercado de medicamentos com sildenafil, recorrendo a uma patente alternativa baseada num método de produção diferente do usado no fármaco de marca. Contudo, a Pfizer acabou por vencer uma batalha legal e os fármacos genéricos tiveram de sair do mercado.

Contactado pelo PÚBLICO, o presidente da Associação Portuguesa de Genéricos, Paulo Lilaia, disse que para já não têm informação de farmacêuticas que já estejam a trabalhar no país no sentido de conseguir vir a produzir o genérico, uma vez que em Portugal tal só será possível fazê-lo a partir de Janeiro de 2014.

Na União Europeia o medicamente entrou cinco meses depois de ser posto à venda nos Estados Unidos. A patente na União Europeia dura em geral dez anos, mas há várias excepções e conjugações que permitem o seu prolongamento. Em Portugal, o medicamento viu a sua comercialização aprovada a 14 de Setembro de 1998.

O Viagra surgiu depois de se terem percebido as características vasodilatadoras do óxido nítrico produzido pelas nossas células. Os investigadores da Pfizer descobriram depois uma enzima que inibe a produção de óxido nítrico pelas células dos músculos do pénis. E descobriram também a principal arma para combater essa enzima: o citrato de sildenafil, que funciona como vasodilatador com funções primordiais na erecção do pénis.

É preciso que as células nervosas dos músculos do pénis produzam de forma eficaz este composto, para que a dilatação dos vasos ocorra como se deseja. Só assim o fluxo sanguíneo, durante a estimulação sexual, consegue fluir de modo ideal até ao corpo cavernoso do pénis, facto que faz com que a erecção seja possível. Contudo, o medicamento não deve ser tomado sem prescrição médica, uma vez que pode ser desaconselhado em casos de doentes com história recente de acidentes cardiovasculares ou outros problemas cardíacos.

Desde que surgiu o Viagra, segundo dados citados pelo El País, o laboratório que o criou já vendeu mais de 1800 milhões de comprimidos em todo o mundo e arrecadou com isso mais de 220 milhões de euros. Em termos de utilizadores, terão sido 37 milhões os homens a experimentá-lo.

Fonte: Público

Médicos não querem prescrição obrigatória para a farmácia do hospital do Funchal

SESARAM E.P.E.O Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos e o Conselho Médico da Madeira pediram na sexta feira a suspensão da prescrição obrigatória de medicamentos, nas urgências, para a farmácia do hospital do Funchal, alertando para riscos na saúde dos doentes.

O comunicado segue-se a uma circular normativa do conselho de administração do Serviço de Saúde da Madeira (SESARAM), na qual consta que, na necessidade de prescrição, os médicos do serviço de urgência do hospital dr. Nélio Mendonça «terão de prescrever obrigatoriamente em unidose e exclusivamente de acordo com o formulário hospitalar aprovado, e só para o episódio da urgência em causa».

«Se na farmácia hospitalar estiver em rotura o medicamento prescrito, deverá o farmacêutico de serviço reencaminhar o utente, com informação escrita da situação, à secretária de urgência que, por sua vez, o reencaminhará para o médico prescritor», lê-se no documento, adiantando que o clínico «procederá a nova prescrição online, caso seja possível substituir o medicamento por outro».

Na eventualidade de tal não ser possível, o clínico «prescreverá em receita em suporte de papel, para as farmácias comunitárias».

Aquelas entidades manifestam apreensão face às «potenciais consequências negativas desta medida, na qualidade dos cuidados de saúde prestados e ao bem-estar dos doentes».

«O formulário hospitalar limitado e a frequente rutura de stocks, denunciados pelos profissionais, põem em causa os próprios doentes que, em algumas situações, podem ver dificultado o acesso às terapêuticas mais adequadas à sua situação clínica, existindo, ainda, o risco adicional de repercussão na normal dispensa de medicação aos doentes internados», refere o comunicado.

A medida é, consideram também, «lesiva dos direitos dos doentes», pois «ficam impossibilitados de escolher livremente, e de acordo com os seus hábitos, o local onde desejam adquirir a sua medicação».

O comunicado divulgado recorda ainda declarações do secretário dos Assuntos Sociais da Madeira que, em março, na sequência do pedido de uma auditoria à dispensa de medicamentos em unidose pela Ordem dos Farmacêuticos, afirmou: «Se o doente manifestar interesse em levar a receita em suporte papel, poderá fazê-lo. Pode aviar o medicamento onde quiser e entender».

«Sabemos que, na realidade, foi praticamente proibida e tem sido recusada a colocação de vinhetas nas receitas passadas em formato papel aos doentes, que assim o pretendam. Esta proibição só é ultrapassável quando a medicação prescrita está em rotura na farmácia hospitalar», acrescenta o comunicado, que pede a «imediata suspensão» da prescrição obrigatória no serviço de urgência para a farmácia hospitalar, «antes que situações nocivas e irreversíveis tomem lugar».

A “Lusa” contactou o presidente do conselho de administração do SESARAM, que não comentou o comunicado.

Fonte: Lusa

Investigadores identificam a que velocidade o organismo processa certos medicamentos

Cientistas da Universidade de Coimbra conseguiram perceber a velocidade a que o corpo processa os medicamentos, sobretudo os psiquiátricos. Isto poderá permitir uma prescrição ainda mais adaptada a cada doente e muito mais eficaz.

Observatório alerta alunos para perigos do excesso de ansiolíticos e antidepressivos

Observatório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra adverte que os medicamentos nem sempre têm o efeito desejado quando tomados da forma errada ou misturados com outras substâncias.

ffuc

No arranque na época de exames em muitas universidades e escolas, o Observatório de Interacções Planta-Medicamento (OIPM) deixa um alerta aos estudantes: o “uso excessivo” de ansiolíticos e antidepressivos apenas num período específico pode “funcionar em contracorrente”, porque a memória fica diminuída.

Os jovens são, por isso, o alvo desta semana da campanha “Aprender Saúde entre as Plantas e os Medicamentos”, do observatório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC).

“O uso de medicamentos na época dos exames traz vários problemas aos alunos”, disse à Lusa a investigadora Ana Rute Nunes, adiantando que “muitas destas substâncias aumentam os níveis de neurotransmissores, mas o custo na actividade neuronal a curto e longo prazo pode ser muito elevado, dado que muitas [destas substâncias] são produzidas sem nenhum controlo e o impacto que causam no organismo muitas vezes é imprevisível”.

Riscos de mistura com álcool e drogas
Por outro lado, alertou, “o uso excessivo de ansiolíticos e de antidepressivos”, em época de exames, “pode funcionar em contracorrente, dado que a memória é diminuída com o seu consumo”. Aconselhou ainda as pessoas a quem forem prescritas benzodiazepinas (ansiolíticos), como clonazepam, diazepam, flunitrazepam, ou antidepressivos (amitriptilina, citalopram, clomipramina, fluoxetina, nefazodona) a evitarem o consumo de álcool, de plantas ou extractos, como a erva de São João (hipericão), sumos de laranja, de toranja e gingko.

Já a coordenadora do observatório, Maria da Graça Campos, alertou os jovens para os riscos de misturarem álcool, drogas e outras substâncias psicoactivas com medicamentos, afirmando que podem causar danos em saúde, “muitas vezes irreversíveis”. “O consumo de álcool, drogas, incluindo as smartdrugs e outras substâncias psicoactivas, como antidepressivos e ansiolíticos, continua a aumentar em Portugal”, disse.

“Os malefícios do álcool são sobejamente conhecidos e um excelente exemplo para explicar que uma dose elevada única pode conduzir ao coma alcoólico e consequente morte, enquanto o consumo crónico pode induzir toxicidade hepática (cirrose)”, adiantou. Misturá-lo com medicamentos “pode causar várias falhas terapêuticas, desde a ineficácia de antibióticos ao efeito cumulativo de depressão do sistema nervoso”, advertiu.

Do sistema imunitário à pílula
Relativamente às drogas ilegais, a docente lembrou que muitas destas substâncias são de origem natural, como a heroína (obtida da morfina que se retira da papoila dormideira), a cocaína (das folhas da coca), o LSD (de um fungo que se desenvolve no centeio), as anfetaminas (retiradas de várias plantas), cogumelos alucinogénicos e a cannabis.

Segundo o observatório, os canabinoides naturais (da planta cannabis sativa) e os sintéticos acentuam o efeito psicotrópico das benzodiazepinas, álcool e barbitúricos. Esta droga potencia a acção dos relaxantes musculares, broncodilatadores, antieméticos, fenotiazidas, medicamentos antiglaucoma, antiepiléticos, dissulfiram, varfarina, antidepressivos, como a fluoxetina, e de drogas como a cocaína ou os opiáceos. “Por favorecerem a imunossupressão estão contra-indicados em doentes HIV-positivos”, acrescentou.

Também a pílula contraceptiva pode sofrer interacções com medicamentos ou produtos de origem natural, como alguns antipiréticos (carbamazepina), o hipericão e laxantes. Outro tipo de interacções relaciona-se com o aumento do risco de trombo embolismo venoso, que pode ser potenciado pelo uso crónico de substâncias como a soja e o ginseng.

O OIMP/FFUC tem uma linha de apoio à população (239488484).

Fonte: Público

Medicamentos em falta nas farmácias demoram cada vez mais tempo a ser repostos

Os medicamentos em falta nas farmácias demoram cada vez mais tempo a ser repostos.
Em alguns casos, os doentes têm de esperar 40 dias. A redução de stocks e a exportação ilegal justificam a quebra no abastecimento.

Aumentaram as falhas de medicamentos nas farmácias

Estudo da consultora Delloite mostra que quase metade dos utentes não consegue aviar todos os remédios de que precisa.


medicamentos

Quase metade dos utentes (46%) não consegue aviar todos os medicamentos de que precisa nas farmácias, concluiu um estudo da consultora Delloite encomendado pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) e divulgado nesta segunda-feira.

Os problemas de reposição aumentaram relativamente a 2012, apesar de a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) ter criado entretanto um sistema de vigilância para monitorizar as falhas nas farmácias.

Todas as farmácias avaliadas admitiram ter falhas no abastecimento e mais de 90% dos inquiridos (649 utentes e 86 médicos, além de 122 farmacêuticos) defenderam que este problema se manteve ou aumentou. Já os medicamentos em falta aumentaram em 22% face ao ano passado, na opinião dos utentes inquiridos, e alguns destes são fármacos life saving (de sustentação de vida). O estudo, hoje divulgado pelo Jornal de Notícias, é uma actualização de uma primeira avaliação realizada em 2012 a pedido da Apifarma.

Os problemas de abastecimento têm consequências nefastas para os doentes: muitos deixam de tomar os medicamentos ou atrasam o início da terapêutica, segundo os médicos inquiridos. Os medicamentos para o sistema nervoso central voltam a ser os mais afectados pelas rupturas de stock, seguidos dos fármacos para o aparelho respiratório.

Os farmacêuticos atribuem o problema ao facto de os medicamentos estarem esgotados nos armazenistas (80%) ou no laboratório (52%) e quase um quarto acredita que a causa é a exportação paralela (os medicamentos são vendidos para outros países onde os preços são muito superiores).

Fonte: Público