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Enfermeiros deixam centros de saúde no primeiro dia de vacinação contra a gripe

vacina idoso

Apenas 34 técnicos de enfermagem continuam a trabalhar mediante autorização da ARS

Vários centros de saúde de Lisboa, Santarém e Setúbal deixaram hoje de contar com perto de 100 enfermeiros sub-contratados, o que está a dificultar o primeiro dia da campanha de vacinação contra a gripe, segundo fonte sindical.

Zoraima Prado, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) explicou à agência Lusa que, dos 128 enfermeiros que estavam sub-contratados nestas três regiões, apenas 34 vão continuar a trabalhar, mediante uma autorização solicitada pela Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo ao Ministério das Finanças.

Os restantes terão agora de submeter-se a novo concurso, cuja abertura ainda não se concretizou, adiantou a mesma fonte sindical.

Segundo Zoraima Prado, a falta destes enfermeiros nos centros de saúde está hoje a ser particularmente sentida, uma vez que arrancou a campanha de vacinação contra a gripe sazonal.

“Ou bem que os enfermeiros estão na saúde materna, ou na diabetes ou na vacinação”, disse.

Esta dirigente sindical diz que o SEP está a equacionar novas formas de luta, nomeadamente para “pedir responsabilidades ao ministro da Saúde”.

Para já, os enfermeiros pretendem esclarecer a população sobre as implicações dos serviços a serem prestados sem este significativo número de profissionais.


Fonte: Lusa

Arranca campanha nacional sobre depressão

No dia em que se assinala o Dia Europeu da Depressão, arrancou uma campanha nacional sobre a doença e que conta com o apoio de várias sociedades científicas e associações de doentes, noticia a Lusa.

Em Matosinhos, a campanha «Saia do Escuro. A depressão tem tratamento» arrancou hoje com um «paint mob», com o principal objetivo de dar cor ao cenário negro representado pela depressão. Dezenas de pessoas juntaram-se para colorir um muro em que estavam inscritos, a preto e branco, os principais sintomas da depressão.

António Palha, presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), esteve presente nesta iniciativa e explicou qual a importância de alertar para a doença.

«A depressão atinge cada vez mais pessoas. Segundo um estudo epidemiológico, cerca de 20% da população portuguesa sofre de depressão. Esta campanha pode ajudar aqueles que sofrem de depressão a perceberem que esta é uma doença tratável e que, se os doentes forem bem acompanhados, podem ter melhor qualidade de vida», salientou António Palha.

O presidente do SPPSM explicou ainda que «este tipo de campanhas são de grande importância, já que ajudam os doentes e as suas famílias a perceberem melhor o que é a depressão e como lidar com esta patologia, fazendo-os sentir que podem estar apoiados na doença».

«Por outro lado, é também fundamental, a divulgação e identificação dos sintomas e, também, o respetivo tratamento», finalizou.

Lia Fernandes, presidente da Associação Portuguesa de Gerontopsiquiatria, explicou a realidade do idoso e da depressão, realçando que está muitas vezes associada ao suicídio.

«A depressão é o problema de saúde mental mais frequentemente ligado ao suicídio na idade avançada. No entanto, nem todos os idosos que se suicidam estão deprimidos, e nem todos os deprimidos se suicidam. Apesar disso, detetar precocemente e tratar a depressão ajuda a reduzir o risco individual de suicídio», frisou ainda.
 
depressao

Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos, apadrinhou a iniciativa e realçou a importância de se associar a esta mensagem: «A depressão é uma doença que cada vez mais afeta os portugueses. Matosinhos, como tem como objetivo combater toda a espécie de depressão, seja ela financeira, económica, social, só poderia associar-se ao evento. Mas também sou da opinião que as pessoas têm que fugir dos pensamentos negativos para conseguir dar a volta. Nunca vi uma equipa depressiva ganhar o que quer que seja».

A campanha nacional «Saia do Escuro. A depressão tem tratamento» vai continuar durante todo o mês de outubro, com a realização de mais iniciativas de sensibilização para a doença.
 

Vacina contra gripe sazonal gratuita para pessoas com mais de 65 anos

A partir de desta segunda-feira, as pessoas com mais de 65 anos podem vacinar-se contra a gripe sazonal de forma gratuita nos centros de saúde. Não é necessária receita médica nem qualquer guia de tratamento.

Fonte: Sic Notícias

Vacinação gratuita de pessoas com mais de 65 anos custa quatro milhões de euros ao Estado

A distribuição gratuita da vacina da gripe a todas as pessoas, com mais de 65 anos, vai custar ao Estado quatro milhões
de euros, uma iniciativa que o ministro justifica com a necessidade de aumentar a taxa de cobertura.

 reuters

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, assinalou hoje, numa visita ao Centro de Saúde de Sete Rios, o início da campanha de vacinação contra a gripe sazonal, que este ano é distribuída gratuitamente às pessoas com mais de 65 anos, naquelas unidades de Saúde. 

Até agora, o Estado comparticipava as vacinas adquiridas por estas pessoas em 1,4 milhões de euros, agora vai pagar a totalidade do preço da vacina a este grupo de risco, o que totaliza quatro milhões de euros (mais 2,6 milhões do que no ano anterior), se forem aplicadas todas as previstas.

O ministério salvaguarda contudo que, para evitar desperdícios, as vacinas vão sendo adquiridas por lotes, à medida que forem sendo necessárias. 

"Este ano, a vacina é gratuita, e o ato de vacinação é isento de taxa moderadora, para ter uma percentagem maior de pessoas que necessitam de estar cobertas", afirmou Paulo Macedo à margem da visita. 

Em anos anteriores a percentagem de pessoas vacinadas foi "inferior ao desejável", razão que levou o ministério a alargar a gratuitidade e a fazer uma "divulgação atempada", explicou. 

No ano passado, a vacina era gratuita apenas para os grupos de risco e para quem recebe o Complemento Solidário. 

A escolha do grupo de pessoas com mais de 65 anos para passarem também a receber a vacina gratuitamente prende-se com dois critérios: "a vulnerabilidade da idade e a vulnerabilidade da doença crónica", explicou Graça Freitas, da Direção-Geral da Saúde (DGS). 

"A ter que escolher um grupo, escolhemos os mais frágeis e vulneráveis.

As pessoas com mais de 65 anos são mais vulneráveis à doença (pela idade) e muitas têm uma doença crónica", afirmou, reconhecendo que no ano passado a época gripal foi intensa. 

No entanto, sublinhou que tal não se pode prever e que só no fim da época é que se sabe, razão por que importa as pessoas prevenirem-se. 

Por isso, a responsável manteve a recomendação para se vacinarem os grupos de risco: doentes crónicos, doentes com sistema imunitário comprometido há mais de seis meses, grávidas e profissionais de saúde. 

Graça Freitas assinalou que a vacina da gripe não é desaconselhada a ninguém, mas para quem não tem acesso gratuito, tem que ser comprada na farmácia, mediante receita médica e com comparticipação estatal. 

Porém lembrou que como há limitações à importação para cada país, é recomendada aos que mais necessitam. 

Segundo o Ministério da Saúde, vão estar disponíveis cerca de 1,1 milhões de doses de vacinas, correspondentes a uma taxa de cobertura de 60% dos cidadãos com 65 ou mais anos de idade e aos grupos de risco abrangidos pela vacinação gratuita. 

Fonte: Lusa

Estado devolve 146 mil receitas às farmácias

Receitas não cumpriam a legislação relativa à prescrição por substância ativa

Cerca de 146 mil receitas médicas foram devolvidas às farmácias só no mês de junho, depois de o Centro de Conferência de Faturas ter detetado que não cumpriam a legislação relativa à prescrição por substância ativa.

Dados do Centro de Conferência de Faturas do Ministério da Saúde, a que a agência Lusa teve acesso, indicam que as receitas não cumpriam a portaria que determina que as farmácias dispensem ao utente o medicamento mais barato dentro do seu grupo.

A legislação, em vigor desde maio deste ano, determina que as farmácias tenham três dos cinco medicamentos mais baratos dentro do seu grupo homogéneo e que seja dispensado o mais barato dos três, a menos que o utente não o deseje.

O erro detetado pelo Centro de Conferência de Faturas nas receitas devolvidas consistiu na venda de remédios mais caros do que o quinto fármaco mais barato no mercado, sem que o utente por ele tenha optado.

Estas 146 mil receitas correspondem a 200 mil embalagens de medicamentos, representando 2,5% do universo total de receitas conferidas em junho.

O Centro de Conferência de Faturas reconhece que as farmácias ainda estão ainda a passar por um período de transição e de adaptação às alterações legislativas.

Fonte oficial do Ministério da Saúde disse, no entanto, à Lusa que já foram dadas indicações para as situações detetadas serem reanalisadas e corrigidas.

Desde maio que os médicos passaram a prescrever os medicamentos pelo seu princípio, deixando de passar as receitas pela marca do medicamento, seja ela original ou genérico.

Com esta legislação, os farmacêuticos passaram a ter deveres de informação aos utentes sobre os medicamentos mais baratos e a ser obrigados a dispensar o mais barato, exceto nos casos em que o utente opte por outro.


Fonte: TVI24

Portugueses gastam menos 200 milhões em remédios

Estado também poupou 70 milhões de euros

Os portugueses gastaram este ano menos 200 milhões de euros em medicamentos, período durante o qual o Estado também poupou 70 milhões de euros, segundo dados do Observatório do Medicamento e Produtos de Saúde.

O relatório sobre o mercado total e mercado de medicamentos genéricos da autoridade que regula o setor do medicamento (Infarmed) revela que o mercado total de medicamentos vendidos em farmácias comunitárias diminuiu 11,6 por cento no primeiro semestre deste ano (1,54 mil milhões de euros), face ao período homólogo (1,74 mil milhões de euros).

Este decréscimo não traduz uma diminuição da venda de medicamentos, já que o número de embalagens vendidas subiu 2,7%, o que corresponde a mais 3,7 milhões de embalagens vendidas.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) também poupou nos encargos com medicamentos entre janeiro e julho de 2012, tendo gasto 706 milhões de euros, menos 9 por cento do que os 775,9 milhões de euros gastos no mesmo período do ano passado.

O relatório revela contudo ter havido um aumento de 4,3 por cento nos encargos do Estado com medicamentos entre junho e julho deste ano.

No entanto, não considera «significativo» este crescimento mensal, uma vez que a evolução do mercado se mantém negativa e o mês de julho manifesta uma redução de 16,4 por cento face ao mês homólogo.

O preço de venda ao público (PVP) baixou entre janeiro e julho deste ano 8,1 por cento face aos primeiros seis meses de 2011, o que se traduziu numa redução de 7,7 por cento dos encargos do SNS com medicamentos e de 8,8 por cento dos encargos dos utentes.

O segmento dos genéricos no mercado total, no primeiro semestre de 2012, registou uma redução de 20,4 por cento em valor e um crescimento de 18,7 por cento em volume, face a igual período de 2011.

No mercado do SNS, o segmento dos genéricos apresentou neste semestre uma diminuição de 15,1 por cento em valor e um aumento de 18,9 por cento em volume, comparativamente com o período homólogo, números citados pela Lusa.


Fonte: TVI24

600 farmácias podem fechar em 2013

Associação Nacional de Farmácias diz que setor está «em colapso»

 
A Associação Nacional das Farmácias (ANF) estima que 600 farmácias encerrem em 2013 e responsabiliza o Estado por conduzir o setor «à situação de colapso» em que se encontra.

João Cordeiro falava no encerramento de um workshop sobre «A economia da farmácia e o acesso ao medicamento», que se realizou em Lisboa.

Para João Cordeiro, a situação de «colapso» em que o setor das farmácias se encontra deve-se a «medidas discricionárias e não avaliadas tomadas pelo Governo».

«Em apenas dois anos, o mercado de medicamentos em ambulatório reduziu 731 milhões de euros» e «a despesa pública com fármacos em ambulatório reduziu 602 milhões de euros».

Para o presidente da ANF, «não há equidade nas medidas de austeridade adotadas pelo Governo entre as farmácias e os hospitais», isto porque «nos hospitais os objetivos de poupança não são cumpridos e a despesa com medicamentos mantém-se praticamente inalterada», enquanto «nas farmácias os objetivos de poupança são cumpridos e ultrapassados».

Para exemplificar esta situação, João Cordeiro referiu que o Serviço Nacional de Saúde poupará 130 milhões de euros nas farmácias este ano e «gastará 186 milhões euros acima do objetivo previsto» nos hospitais.

João Cordeiro alertou para a situação que atinge já 1.131 farmácias que estão com os fornecimentos suspensos nos grossistas, enquanto 457 têm processos judiciais para pagamento de dívidas aos grossistas.

O presidente da ANF referiu que o montante global da divida litigiosa aos grossistas era de 235 milhões de euros em junho de 2012.

Para a correção destas medidas, João Cordeiro defendeu uma receita hoje apresentada num estudo da Nova School of Business and Economics, segundo o qual «para que a farmácia média atinja um resultado económico nulo carece de uma remuneração adicional de 2,43 euros por receita ou de 0,94 euros por embalagem, para os atuais níveis de preços dos medicamentos».

«Estas medidas podem ser adotadas sem acréscimo de despesa», disse João Cordeiro.
 
Fonte: TVI24

Medicamentos: SNS e utentes compram mais e gastam menos na farmácia

Os portugueses gastaram este ano menos 200 milhões de euros em medicamentos, período durante o qual o Estado também poupou 70 milhões de euros.

O relatório sobre o mercado total e mercado de medicamentos genéricos da autoridade que regula o setor do medicamento (Infarmed) revela que o mercado total de medicamentos vendidos em farmácias comunitárias diminuiu 11,6% no primeiro semestre deste ano (1,54 mil milhões de euros), face ao período homólogo (1,74 mil milhões de euros).

Este decréscimo não traduz uma diminuição da venda de medicamentos, já que o número de embalagens vendidas subiu 2,7%, o que corresponde a mais 3,7 milhões de embalagens vendidas.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) também poupou nos encargos com medicamentos entre janeiro e julho de 2012, tendo gasto 706 milhões de euros, menos 9% do que os 775,9 milhões de euros gastos no mesmo período do ano passado.

O relatório revela contudo ter havido um aumento de 4,3% nos encargos do Estado com medicamentos entre junho e julho deste ano.

No entanto, não considera «significativo» este crescimento mensal, uma vez que a evolução do mercado se mantém negativa e o mês de julho manifesta uma redução de 16,4% face ao mês homólogo.

O preço de venda ao público (PVP) baixou entre janeiro e julho deste ano 8,1%, face aos primeiros seis meses de 2011, o que se traduziu numa redução de 7,7% dos encargos do SNS com medicamentos e de 8,8% dos encargos dos utentes.

O segmento dos genéricos no mercado total, no primeiro semestre de 2012, registou uma redução de 20,4% em valor e um crescimento de 18,7% em volume, face a igual período de 2011.

No mercado do SNS, o segmento dos genéricos apresentou neste semestre uma diminuição de 15,1% em valor e um aumento de 18,9% em volume, comparativamente com o período homólogo.


Fonte: TSF