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Congresso Nacional das Farmácias

O presidente da ANF, Paulo Duarte, reforçou na sessão de encerramento do 11.º Congresso Nacional das Farmácias, que decorreu no sábado, «a capacidade a as vantagens de as farmácias prestarem mais serviços aos doentes» e lembrou que o Secretário de Estado da Saúde Manuel Teixeira, valorizou, na abertura do congresso, «o interesse público da prestação de novos serviços pelas farmácias».

Paulo Duarte reclamou ao Ministério da Saúde «uma nova política do medicamento», em que as farmácias «assumam plenamente as suas capacidades, competências e responsabilidades perante o Sistema de Saúde e os doentes», em coerência «com as expetativas criadas aos cidadãos, aos profissionais de saúde, aos agentes do setor e na opinião pública» e sublinhou que esta nova política «exige uma atitude construtiva e um sentido de parceria entre todos os setores profissionais da área da Saúde e entre estes e as entidades reguladoras».

No 11º Congresso Nacional das Farmácias foi reconhecida a importância das Farmácias enquanto rede de cuidados de saúde de proximidade, a qualidade dos serviços que prestam à comunidade, a crise do setor e consequências na acessibilidade da população aos medicamentos. No primeiro dia de trabalho, o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, manifestou as suas preocupações em relação às farmácias e a disponibilidade para tomar medidas, nomeadamente no domínio dos incentivos ao crescimento do mercado de genéricos.

O presidente da ANF afirmou não se esquecer, no entanto, «de que as farmácias estão a ser marginalizadas na vacinação contra a gripe» e de que o Ministério da Saúde «pôs termo, unilateralmente, ao programa troca de seringas nas farmácias».

Segundo a nota da organização do evento, Paulo Duarte sublinhou estar concentrado «no objetivo de contribuir para a resolução da crise das farmácias» e anunciou que «as comparticipações das entidades, a partir dos fornecimentos do próximo mês de novembro, inclusive, serão adiantadas às farmácias na mesma data de adiantamento das comparticipações do SNS», como um sinal que querem dar ao Estado «de que as farmácias e a ANF estão a fazer tudo o que está ao seu alcance para sobreviverem à crise» e desafiando o Estado «a assumir ele também as suas responsabilidades na resolução do problema».

O 11.º Congresso Nacional das Farmácias decorreu nos dias 18 e 19 de outubro no Centro de Congressos de Lisboa e reuniu 2.500 participantes, numa manifestação de unidade das farmácias, de vontade de cooperação entre os sectores do medicamento e do interesse do Parlamento, do Governo e dos partidos políticos em cooperar com as farmácias. O encontro teve como objetivo a definição de um novo contrato social que promova uma assistência farmacêutica de qualidade e ao mais baixo custo e assegure a sustentabilidade das farmácias.

Fonte: NetFarma